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Alecrim 50

Mais simples que trincar uma maçã. Uma maçã vermelha.
Colectiva

À semelhança duma obra de arte. Uma maçã. Uma maçã vermelha. Sabe que o seu destino é certo. A obra desde o primeiro rasgo de imaginação, a maçã da flor. Um dia nascem, vindas da origem.
— Imaginar “que uma maçã é o mundo, o globo terrestre, sabes o que é?”…É uma forma de viajar.
— Viajar? A arte também me faz viajar, leva-me a lugares que somente alcanço na imaginação. Lugares que te consigo contar. Outros que não.
— Quantos segredos guardarão todas as imaginações do mundo…
— Os segredos que estão dentro de nós são como a fruta sem o sol, falta-lhes cor e sabor.
Eu quero saber todos os segredos; aqueles que chegam repletos às gerações futuras. Histórias que uns querem ouvir e outros querem contar.
— “Eu também gostaria muito, mas sou uma maçã e uma maçã é para ser comida. Se não for comida, apodrece e isso é o pior que lhe pode acontecer.”
— Consigo perceber-te. Existe um velho intérprete…o trabalho dele é impedir que a imaginação apodreça. Dia-após-dia recolhe histórias perdidas e transforma-as em arte. Se um dia o primeiro rasgo de imaginação não nascer, o velho interprete morre. E, isso é o pior que nos pode acontecer.
Baseado no texto de Nuno Higino, em “A Maçã Vermelha – Viagem à infância de Sophia de Mello Breyner Andresen”

Artistas: Alexander Husum, André Almeida e Sousa, Bela Silva, Bruno Castro Santos, Diogo Guerra
Pinto, Domingos Rego, Inês Favila, Luís Silveirinha, Luísa Jacinto, Manuel Caldeira.

Finissage

Alecrim 50
Rua do Alecrim, 48/50
1200-018 Lisboa
+351 213 465 258
galeria@alecrim50.pt
www.alecrim50.pt


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