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Abysmo

Bartoon 25
Luís Afonso

O pequeno mundo que Luís Afonso (Aljustrel, 1965) criou há pouco mais de 20 anos para o Público mantém um capital explosivo que nem sempre é fácil de explicar. A simplicidade de BARTOON é, talvez, o principal dos componentes. Não procurou o autor o esplendor gráfico, apenas uma cadência minimal repetitiva que serve de baixo contínuo para as inúmeras e pirotécnicas variações da palavra escrita. Nada nos perturba nos minutos, se tanto, que demora o despertar da gargalhada. Com extremo cuidado ético, quase sempre levando ao máximo as consequências do que é dito na esfera mediática, acentuando de modo único o absurdo dito sobretudo pela política, afinal o satélite mais querido da tal esfera. Mas aquela simplicidade deixa esconder um jogo, de linguagem claro, mas que usa um sem número de personagens, orquestrada pelo barman, que estimula, provoca e comenta (também com o corpo mínimo). Desenho e língua, tudo neste palco de papel se ajusta em mecanismo de relojoeiro para nos atirar do material mais explosivo que a criação possui: uma ideia.
Esta exposição visa celebrar, ao mesmo tempo, a arte de um autor completo, e a força que o humor editorial ainda possui nos jornais de referência. Apesar da violência que procurará sempre tolher a liberdade. E revela ainda a influência desta linguagem e do olhar de Luís Afonso na nossa vida quotidiana nas últimas décadas Ou não fosse pelo Bartoon que começam muitos dos nossos dias.

Lançamento de Livro

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