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Mute

ABALO I
NÁDIA DUVALL

A pele, na sua imensa porosidade, é o interface entre o interior e o exterior, e, no entanto, a porosidade da pele permite-nos estar fora e dentro em simultâneo eliminando qual- quer tipo de barreira que presumivelmente achamos que existe. Cada poro absorve e segrega tal como pequenos ânus saltitantes que geram, criam ou destroem. Cada toque suave na pele gera prazer pois ao excitar estes poros ansiosos, o toque vai além da matéria: ele é completamente absorvido. No reverso da suavidade, a brutalidade também é igualmente absorvida entranhando-se completamente no ser. Os poros são uma metáfora para a própria criação artística que está em constante simbiose com este pulsar erótico e escatológico.

Neste lugar propõe-se um mistério:
que a pele – alargada em cada poro – seja revelada em todo o seu esplendor. A cor, a luz e as sombras dizem o indizível. Neste mistério entranhado há um abalo… aqui és parteiro.

Inauguração

Mute
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1200-100 Lisboa
917920013
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